A cada checkup, feito periodicamente, aumenta o número de exames sugeridos pelos médicos. Essa investigação vai se tornando mais complexa com o avanço da idade do indivíduo. Felizmente o desenvolvimento da medicina permite rastrear doenças típicas do envelhecimento ou não.
Um dos exames que tem se tornado comum é o teste de sangue oculto nas fezes. Com ele é possível descobrir se há traços de sangue que não são perceptíveis sem o exame. Essa ocorrência pode indicar a presença de lesões ou doenças mais graves no sistema digestivo.
Colonoscopia
Um dos exames mais desconfortáveis é a colonoscopia. O incômodo é todo concentrado na preparação, que exige a limpeza do intestino. É preciso tomar laxante e ir ao banheiro por diversas vezes, o que pode durar uma noite toda. Haja paciência.
Porém, trata-se de um exame cada vez mais necessário, já que seu objetivo é inspecionar o intestino grosso e detectar lesões e indícios de câncer. Este é um argumento importante o suficiente para que a colonoscopia seja enfrentada sem muita reclamação.
Uma pesquisa da Fundação do Câncer projeta um aumento de 21% nos números de câncer do intestino grosso e reto até 2040. Só mesmo uma ação preventiva pode mudar ou mitigar esse problema. Entre as causas do avanço da doença estão o envelhecimento da população, hábitos pouco saudáveis e a falta de rastreamento da doença.
Indicação antecipada
Segundo os médicos, um dos problemas é que os casos de câncer colorretal muitas vezes são descobertos em fase adiantada, o que exige tratamentos invasivos como cirurgias, quimioterapia ou radioterapia.
É justamente aí que a colonoscopia pode ajudar. O exame pode detectar uma lesão suspeita no intestino logo no início. Assim, ela pode ser removida antes que se transforme num tumor.
Até pouco tempo atrás a colonoscopia era indicada apenas para quem já tivesse passado dos 60 anos. No entanto, o aumento do número de casos de câncer no intestino grosso e reto entre pessoas com menos de 50 anos levou as sociedades médicas de todo o mundo a recomendar os exames de rastreamento (pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia) a partir dos 45 anos.
Bons hábitos
E antes que qualquer problema se agrave é preciso ficar de olho no funcionamento do intestino. Os especialistas indicam que alterações no hábito intestinal, sangramento, dor ao evacuar, coceira anal ou dor abdominal são indicativos que precisam ser investigados por um coloproctologista.
Hábitos alimentares também ajudam a mitigar problemas intestinais. A Organização Mundial recomenda o consumo de 25 a 30 gramas de fibras por dia. Elas estão nas frutas e hortaliças. Se você não tem esse hábito, opte por suplementos ricos em fibras. Evitar o cigarro, o sedentarismo e o sobrepeso também ajuda seu intestino.





