O corpo humano é uma máquina e, como tal, apresenta desgaste com o tempo. Felizmente, contamos com os avanços da ciência para ajudar a mitigar ou conviver com o efeito nocivo do avanço dos anos. A Fisioterapia é um dos segmentos da área da saúde que tem ganhado importância, sobretudo na recuperação pós traumas. Seu objetivo é reabilitar ou recuperar as boas condições que o organismo perdeu por algum motivo.
Para quem já passou dos 60, é quase obrigatório precisar de fisioterapia em algum momento da vida. Uma perna quebrada, uma artrose são alguns eventos que exigem sessões de fisioterapia, sem contar os atletas de fim de semana que, volta e meia, se machucam.
Bruno Barreira atua como fisioterapeuta há 21 anos, tem especialidade em fisioterapia oftálmica, além de cursos voltados à Neurologia. Nesse tempo acumulou uma boa experiência no atendimento de idosos, sobretudo de quem sofre com as sequelas do Mal de Parkinson, Alzheimer, AVC e neuropatias múltiplas.
Quadros crônicos
Segundo ele, os problemas mais frequentes que chegam ao consultório são os quadros clínicos crônicos, sobretudo artrose e dores articulares. Bruno também destaca as inflamações como bursites, tendinites e desgaste de cartilagens. A grande maioria dos seus pacientes tem entre 75 e 95 anos.
“O tratamento adota condutas para recuperar a autonomia do paciente que tem dificuldade para se locomover, está com a musculatura encurtada ou com problema de equilíbrio. São protocolos para devolver a mobilidade, a força e o equilíbrio ao paciente”, explica Bruno. Ele ressalta que as técnicas aplicadas durante o tratamento consistem em estimular pontos chave para que o indivíduo recupere a capacidade de realizar um movimento perdido.
Bruno conta que não é raro que um paciente que sofreu um AIT (Acidente Isquêmico Transitório) recupere totalmente sua capacidade física depois das práticas fisioterapêuticas. “A adoção de alguns comandos da fisioterapia também pode facilitar o tratamento de sequelas cognitivas como confusão mental, déficit de memória e de fala, juntamente com o trabalho da fonoterapia ou terapia ocupacional”, destaca.
Para o fisioterapeuta, há três condições básicas que devem ser seguidas para quem deseja chegar à velhice em boa forma: uma alimentação adequada, a prática de exercícios físicos (fortalecimento muscular com carga progressiva) e o sono de qualidade (de 7 a 8 horas).
A atividade física, segundo Bruno, é importante para evitar a perda de massa muscular magra, além de evitar quedas e manter o equilíbrio do indivíduo. “O sono de qualidade é responsável pela nossa higiene cerebral. Mas é preciso dormir de forma contínua, sem interrupções ao longo da noite”, acrescenta.
Água e boa postura
Além disso, Bruno recomenda a atenção com alguns hábitos diários como a ingestão de água. “Manter o corpo bem hidratado ajuda a evitar complicações como artroses. A água é responsável pela hidratação dos músculos, da pele, cartilagens, bom funcionamento dos rins e do sistema cardio-vascular”, explica.
Outro ponto que ele destaca é a postura durante o dia a dia. “Passamos muito tempo sentados, no trabalho ou em casa. É preciso observar fatores como a posição em que estamos e até mesmo o mobiliário. Uma má postura aumenta a carga na região lombar e articulações, predispondo a um desgaste. O ideal é que não permanecemos muito tempo sentados. Devemos levantar, no mínimo, a cada duas horas, fazer um alongamento ou andar um pouco. Ficar mais ativo evita dores e problemas crônicos futuros”, aconselha.
Bruno lembra ainda aos desavisados que nosso corpo começa a envelhecer a partir dos 30 anos, o que exige a adoção de hábitos saudáveis o mais cedo possível. E para os casos crônicos só mesmo o acompanhamento de um profissional, com atenção individualizada, pode garantir a pronta recuperação.





