Bichinho é daquelas descobertas que traduzem a genuína mineiridade. A apenas 7 km de Tiradentes, o pequeno distrito encanta pela arte, pelas cores do casario e pelas lojas de artesanato.



Nossa primeira parada foi na Oficina de Agosto, do artista plástico Toti. Há cerca de 40 anos, ele chegou à região e ajudou a transformar a vida da comunidade, ensinando famílias locais a trabalhar com arte. Hoje, 14 pessoas produzem peças únicas, criadas a partir de materiais recicláveis, em um dos ateliês mais conhecidos de Minas, com loja exclusiva na Vila Madalena (SP).



Também visitamos a loja Minas Queijo, da queijaria Fazenda Coqueiro, com degustação e uma variedade impressionante de sabores. Foi ali que reencontrei o delicioso queijo de cabra Bichinho, um dos meus favoritos, bem como o Orozimbo, premiado com Super Ouro no 3º Mundial do Queijo, do qual fui uma das juradas.
Uma passagem pela cachaçaria Mazuma Mineira , com uma enorme variedade de bebidas maturadas em barris de carvalho, amburana, jequitibá, barris usados para vinho do Porto e outras que dão características distintas a cada bebida.


E o almoço não poderia ser mais mineiro: no Tempero de Ângela, a comida sai do fogão a lenha e reúne clássicos como frango com quiabo, galinhada, feijão tropeiro, torresmo, linguiça artesanal e mandioca na manteiga. Para fechar, doce de leite, compota de manga e, claro, queijo com goiabada. Atrás do restaurante, a ampla horta, com uma plantação viçosa de dar gosto. O buffet sai a R$ 70 por pessoa e o menu é sempre o mesmo, seja dia de semana, fim de semana ou feriado. “Os clientes merecem sempre o que temos de melhor, não importa o dia”, diz D. Angela.



Bichinho é arte, sabor e tradição. Uma Minas Gerais autêntica que merece ser descoberta!

Confira aqui meu reels sobre Bichinho.
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- A jornalista viajou a Minas Gerais a convite do Instituto Mundu.







