Por Simone Meirelles, editora do Comer e Curtir
São Bartolomeu é um daqueles lugares que parecem ter parado no tempo. Distrito de Ouro Preto, a 110 km de Belo Horizonte, o vilarejo preserva o charme do século XVII, com casario histórico e uma atmosfera que traduz a verdadeira mineirice.
Entre as tradições mais marcantes está a produção da famosa goiabada cascão, reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Ouro Preto. Aos 91 anos, Vicente Quirino Fortes, conhecido como Tijolo, é uma referência na arte de fazer doces e recebe os visitantes ao lado da esposa, Serma, e da filha, na lojinha da família, a Edu Tijolo. Um tijolo de goiabada cascão sai por R$ 15.

Segundo ele, a goiabada cascão surgiu quando os artesãos que produziam as peneiras usadas para fazer o creme de goiaba deixaram a região. Sem o utensílio, os produtores passaram a utilizar pedaços da fruta no preparo, dando origem a uma receita que atravessou gerações e se tornou símbolo de São Bartolomeu e de Ouro Preto.

Na mesma rua histórica está o restaurante Pau a Pique. Entre as delícias típicas servidas, destaque para a língua recheada (receita de família) e a saborosa costelinha de porco assada com molho de goiabada, acompanhando batatas fritas, uma combinação deliciosa de tradição e sabor. Quem quiser pode optar pelo buffet variado, no fogão à lenha. Os preços são justos.



Para completar o passeio, fomos conhecer a cachoeira de São Bartolomeu, lindíssima, no fim de trilha de 10 minutos de caminhada.

Visitar São Bartolomeu é mergulhar em um modo de vida que resiste ao tempo. Um destino imperdível para quem deseja conhecer a essência de Minas Gerais.
Veja aqui o reels sobre São Bartolomeu.
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- A jornalista viajou a Minas Gerais a convite do Instituto Mundu.







