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Especial Minas: Orquestra Filarmônica de Minas Gerais amplia ações culturais e educacionais

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Por Simone Meirelles, editora do Comer e Curtir

O Governo de Minas Gerais renovou na última semana o contrato de gestão da Filarmônica de Minas Gerais com o Instituto Cultural Filarmônica, garantindo a continuidade das atividades da orquestra até 2030. A cerimônia foi realizada na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, reforçando uma das mais relevantes políticas públicas culturais do país e o compromisso do Estado com a democratização do acesso à música de concerto.

Estive presente ao evento, que contou também com a apresentação do final do concurso Tinta Fresca, de novos compositores de música sinfônica. Um concerto surpreendente, com músicas de extrema qualidade. A obra vencedora foi “Suíte Refloresta”, do compositor Jonas Hocherman, aliás, minha preferida entre as quatro apresentadas, todas impactantes pela qualidade e sonoridade. Vale ressaltar também a acústica perfeita da sala Minas Gerais.

Novas ações da Orquestra Filarmônica de Minas 

Coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a nova parceria da Filarmônica com o governo estadual estabelece metas voltadas à ampliação da atuação social e territorial da instituição. Entre as principais novidades estão a criação da Orquestra Jovem, o aumento das oportunidades para músicos em formação, a expansão dos recitais da Academia Filarmônica e a realização de mais apresentações gratuitas em municípios mineiros.

O contrato também prevê a ampliação dos concertos especiais desenvolvidos em parceria com artistas e grupos do estado, além da criação do Concurso Jovens Solistas. A iniciativa se soma a projetos já consolidados, como o Festival Tinta Fresca e o Laboratório de Regência, que incentivam o surgimento de novos compositores, instrumentistas e maestros.

Outra medida importante será o fortalecimento dos Concertos Didáticos, destinados a estudantes da rede pública e instituições sociais. O número de apresentações anuais passará de 10 para 15, ampliando o público atendido de 14 mil para 21 mil alunos. A iniciativa permitirá que mais 7 mil estudantes tenham contato com ações de formação musical e experiências ligadas à música de concerto.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, a renovação consolida uma política pública estratégica para Minas Gerais. “A Filarmônica de Minas Gerais é uma das maiores realizações culturais do nosso estado e um patrimônio vivo dos mineiros. Ao renovar este contrato até 2030, o Governo de Minas reafirma seu compromisso com a formação de talentos e a valorização da música como instrumento de desenvolvimento humano, social e econômico”, afirma.

A solenidade também foi marcada por uma homenagem ao ex-presidente Itamar Franco (1930-2011), com a inauguração de um busto produzido pelo artista Evandro Carneiro e a reinstalação da placa inaugural da Sala Minas Gerais.

Criada em 2008 a partir de uma política pública estadual, a Filarmônica de Minas Gerais tornou-se referência nacional e internacional pela qualidade artística de sua programação. Sob a direção artística e regência titular de Fabio Mechetti, a orquestra reúne 90 músicos de diferentes nacionalidades, acumula mais de 20 gravações, diversos prêmios e uma indicação ao Grammy Latino, consolidando Belo Horizonte como um dos principais polos da música de concerto da América Latina.

  • A jornalista viajou a Minas Gerais a convite do Instituto Mundu.

(com assessoria)

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