O Diabo Veste Prada 2: clássico retorna com propósito, maturidade e estilo

Chegamos no filme mais esperado do ano? Sim, fui conferir em primeira mão o nosso lendário e aguardado há 20 anos, O Diabo Veste Prada 2, e preciso começar dizendo que não, ele não é um filme desnecessário feito apenas para ganhar dinheiro. Ele tem propósito, tem história e, detalhe importante: ele não vai te causar nostalgia – e eu te conto o porquê.

Nesse filme, partimos para uma nova fase de tudo: da Andy, da Runway, da Miranda… enfim, de todo esse universo. São 20 anos, e isso aparece na maturidade de tudo que envolve a história, passando pelos personagens – exceto a Emily – e também pelo próprio caminhar do jornalismo.

Esse ponto pega especialmente para quem é da profissão, porque claramente conseguiram colocar uma crítica nada sutil à “necessidade” de adaptar os conteúdos para um formato cada vez mais raso, sem tanta história e contexto. E isso funciona muito bem dentro da narrativa.

Andy, como sempre, está brilhante. Segue agindo com o coração, mesmo diante das inevitáveis puxadas de tapete. Miranda (Senhor, me deixe conhecer Meryl Streep um dia) continua sendo a megera mais amada das últimas gerações, mas agora de certa forma mais vulnerável às mudanças. E nosso, agora velhinho, Nigel, aguarda sua redenção naquele que foi sua vida por tantos anos.

Dadas as atualizações dos personagens principais, o filme é uma delícia. Não o vi como uma produção grandiosa ou perplexa, exceto pelos momentos de tapete vermelho, mas ele é envolvente. Me traz aquela sensação boa de Sessão da Tarde, de filme leve, gostoso de assistir, assim como o primeiro. Algo que lembra bem produções como Duplex, E Se Fosse Verdade e De Repente 30.

Não posso deixar de citar os looks maravilhosos, que são um acontecimento à parte, mas destaco especialmente os da Andy, que refletem exatamente essa sua nova fase: mais madura em seu jornalismo, em seu posicionamento e na forma como se coloca, sem deixar de ser Runway. (Pegou?)

A trilha sonora também é daquelas que faz a gente dançar na cadeira: Lady Gaga, Miley Cyrus, Madonna – icônica, strike a pose – e outras escolhas que ambientam muito bem cada momento.

Se existe algo que senti falta, talvez tenha sido justamente um pós-crédito. Depois de tanta expectativa e de um universo tão querido pelo público, parecia quase natural esperar aquela última cena, aquele pequeno presente final para quem acompanhou essa história por tantos anos. Não chega a fazer falta na experiência, mas certamente teria arrancado ainda mais suspiros da sala.

Resumindo, é um O Diabo Veste Prada 2 é maduro, mas leve, divertido, sensível e que vale cada minuto no cinema. E fica a dica, a pedido de Anne Hathaway: coloque seu look mais elegante e vá ao cinema.

Garanto que você não vai se arrepender.

Vale a pipoca, vale levar as amigas, os amigos e prestigiar. Bora para o cinema, porque o filme estreia oficialmente amanhã, dia 30/04.

Assista ao trailer:

 

Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐

Leia mais sobre filmes na coluna Entre Cenas aqui.

ENTRE
CENAS

Heloísa Ribas é jornalista e pós-graduada em Audiovisual. Apaixonada por cinema desde muito cedo, começou a estudar de forma mais aprofundada aos 16 anos, quando fez seu primeiro curso de áudio para cinema. Em sua coluna Entre Cenas, analisa tudo que faz o cinema nos transportar para dentro da sala. Com olhar crítico e sensível, convida o leitor a descobrir o cinema de um jeito novo a cada texto.

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

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