No filme “ A Teia” (2023), do diretor Adam Cooper, Russel Crowe é um ex-detetive às voltas com a perda da memória e um tratamento contra o Alzheimer. Na trama, o personagem é obrigado a rever o caso de um assassinato do qual não se lembra nenhum detalhe. O enredo reserva muitas surpresas.
Não foi a primeira vez que o Cinema se debruçou sobre o tema da perda de memória. Em 2014, Julianne Moore encarnou o papel de Alice Howland, uma renomada professora de linguística que tem sintomas precoces do Alzheimer. Os diretores (Richard Glatzer e Wash Westmoreland) mostram como a doença põe à prova as relações familiares.
Já em “Meu Pai” (2020), de Florian Zeller, Anthony Hopkins faz um retrato doloroso de um idoso que sofre de demência e, aos poucos, perde a capacidade de perceber o que é ou não real. Nem o expectador fica livre dessa angústia.
É interessante quando o Cinema (com inicial maiúscula porque é arte e não só entretenimento) mostra diferentes perspectivas de um assunto. E saúde mental é um prato cheio para inúmeras indagações. Quase sempre não é fácil tratar do tema, mas é necessário.
2,5 milhões
Quando se trata de demência causada pelo Alzheimer a ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) informa que o Brasil já conta com 2,5 milhões de pessoas que apresentam os sintomas da doença. A previsão é de que esse número seja multiplicado por cinco até 2050. Desta forma, convém que a sociedade se prepare para esta nova realidade. Mais que isso é preciso saber identificar os primeiros sinais da doença e recorrer a medidas preventivas e aos tratamentos disponíveis.
A demência é a perda progressiva das funções cognitivas do cérebro. Memória, raciocínio, atenção e autonomia vão se deteriorando até chegar ao ponto que dificulta atividades do dia a dia. O mais cruel é que a própria pessoa não percebe o início do Alzheimer. Por isso é tão importante a atenção da família que está em contato direto com o idoso.
Os médicos afirmam que esquecimento frequente, repetição das mesmas perguntas, dificuldade com contas e alterações de comportamento são sinais que merecem a investigação de um especialista. A ocorrência do Alzheimer dobra a cada cinco anos após os 70 anos. Além disso, ainda há o componente genético.
Prevenção e teste
Enquanto a medicina anda busca uma forma de lidar com o Alzheimer, desenvolvendo testes para detectar a doença precocemente e novos medicamentos, os médicos orientam que algumas medidas de prevenção já são bem conhecidas: alimentação saudável, atividade física regular, estímulo cognitivo contínuo e socialização.
Além disso, um teste simples pode ajudar a descobrir se está tudo certo ou não com você ou alguém próximo. Basta responder a algumas perguntas: Em que semestre estamos? Em que bairro você vive? Consegue dizer três palavras como tijolo, tapete e caneco e depois repeti-las? E dizer a palavra mundo de trás para frente?
Se houve dificuldade para responder qualquer uma dessas questões, a pessoa precisa procurar um médico para um exame mais profundo e, confirmado o caso da ocorrência da doença, procurar o tratamento mais adequado. Mais informações sobre temas relacionados ao Alzheimer no site da ABRAz (abraz.org.br)





