Assistir a Michael (2026) é mais do que acompanhar uma cinebiografia, é revisitar a história de um dos maiores artistas de todos os tempos com mais profundidade e sensibilidade.
O filme impressiona não só pela estética, mas pela forma como constrói a trajetória de Michael Jackson para além do ícone. Ele revela camadas que muita gente nunca teve acesso, principalmente quem não acompanhou de perto sua história.
A caracterização é um dos primeiros pontos que chama atenção e chega a assustar pelo nível de detalhe. A ambientação e o figurino transportam com precisão para as décadas de 70, 80 e 90, criando uma experiência muito imersiva.
E essa sensação não foi só minha. Meu irmão, André Ribas, um grande cinéfilo e fã de primeira de Michael desde antes de eu me entender por gente – também assistiu ao filme e descreveu perfeitamente esse mergulho no universo do artista. Como ele mesmo descreve, fazendo referência à música Don’t Stop ’Til You Get Enough, “a temperatura está aumentando agora”, e é exatamente assim que o filme começa a envolver quem está assistindo.
Ele destaca que pra quem é fã, o impacto é ainda maior. O filme consegue resgatar a vibração dos acordes, a velocidade dos movimentos e a energia vocal do Michael de um jeito muito fiel. Em vários momentos, a recriação de clipes é tão precisa que chega a confundir… é como se o cérebro ficasse dividido entre o que é arquivo original e o que é filme.
Ao mesmo tempo, a narrativa não foge dos conflitos. A relação familiar, especialmente na infância, aparece de forma marcante e nos faz refletir sobre os impactos emocionais que acompanharam o artista até a vida adulta. Existe uma exposição sensível e dura desse processo.
Outro ponto alto é acompanhar a construção criativa do Michael. Ver como nasciam as ideias, a sensibilidade musical e o nível de dedicação envolvido é um deleite, principalmente pra quem tem alguma conexão com música.
Muito disso funciona por conta da atuação de Jaafar Jackson, que está simplesmente impecável. Não é só a aparência próxima, é a presença, os gestos, a energia. Em vários momentos, parece que estamos vendo o próprio Michael em cena.
No fim, o filme consegue atingir dois públicos: o fã, que vai se emocionar profundamente e quem não é tão próximo da obra, mas sai do cinema, no mínimo, com um novo nível de respeito pelo artista que foi Michael Joseph Jackson.
É um filme longo, mas que não cansa. Você não percebe o tempo passar. Vale a pipoca, o cinema, a experiência.
É facilmente um 10 de 10! Impecável, lindo e doloroso.
Avaliação:
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