Viver Melhor 60+: Paraná cria infra estrutura para idosos

O Brasil está envelhecendo a passos largos. Se não houver uma mudança na mentalidade geral, a respeito da velhice, vamos enfrentar muitos problemas num futuro próximo. As políticas que promovem a saúde preventiva precisam ganhar mais relevância.

O envelhecimento da população é generalizado. Em alguns estados mais, em outros, menos. De acordo com o Censo 2022, a tendência é de que em 2030 o Paraná tenha mais idosos do que crianças. O sistema público de saúde está preparado para atender essa população? Cada um de nós está fazendo o necessário para evitar ou tratar doenças crônicas?

Enquanto essas perguntas ficam sem uma resposta definitiva, aqui e ali, surgem iniciativas que tentam atender a essas novas demandas. Em 2024, o governo do Paraná inaugurou em Irati, na região Centro-Sul, o Complexo Social Cidade do Idoso, com investimento de R$ 8,2 milhões. Por ali passam, diariamente, cerca de 130 idosos.

O espaço tem 3,8 mil metros quadrados, localizado no Centro de Tradições Willy Laars, conta com piscina térmica, cancha de bocha, aulas de ioga, cursos de artesanato, informática, biblioteca, jogos, hidroginástica, dança e exercícios diversos, inclusive, mentais, além da socialização. A administração do espaço cabe à gestão municipal. No ano passado, o governo aprovou a construção de novos complexos para atender os idosos em Coronel Vivida, Toledo, Candói e São Manoel do Paraná.

A intenção da Secretaria é reunir diversas atividades em um único lugar, com o objetivo de promover e preservar, pelo maior tempo possível, a autonomia e a independência das pessoas idosas, para que o envelhecimento no Paraná seja sinônimo de respeito, dignidade e qualidade de vida.

A Cidade do Idoso faz parte das iniciativas da Semipi (Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa) para enfrentar o envelhecimento da população.  O complexo se soma a outros programas como o Viver Mais Paraná com a criação dos condomínios que abrigam casais ou idosos sozinhos, a partir de 60 anos e renda de até seis salários mínimos. Já falei desses condomínios aqui na coluna

A proposta dos condomínios é que os moradores tenham acompanhamento periódico das áreas de saúde e assistência social, estímulo à prática coletiva de atividades físicas, culturais, de lazer e o convívio social.

A ideia é muito boa porque cria uma infraestrutura voltada ao atendimento de uma população que, normalmente, fica desamparada quando mais precisa de uma rede de apoio. Muitas vezes falta recursos financeiros e atenção para quem não “produz mais”. Além disso, como as famílias estão cada vez menores, não são raros os casos de idosos que só podem contar com a solidariedade de amigos e vizinhos.

Se houver uma rede oficial capaz de prover os cuidados mínimos aos mais velhos, teremos dado um passo rumo a uma sociedade mais humana. Tomara que esses complexos voltados aos idosos se transformem em política d Estado e não de um só governo.

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Roberto Junior Monteiro, 63 anos, é jornalista e atua em jornalismo rural. Seus interesses passeiam por áreas diversas: Botânica, Cinema, Yoga, Meditação, Música, Desenho e Línguas. Ultimamente tem se dedicado a refletir sobre os desafios do envelhecimento.E-mail: rjrmonteiro@hotmail.com

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

 

 

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