Santana do Itararé, norte do Paraná , 1.100 km de Brasília. Sim, foi esse trajeto todo que o Sr. Leomar Martins e a Dona Marisa Martins, criadores do queijo Maná Paraná, percorreram para participar da cerimônia do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 – Queijos.
E valeu cada quilômetro: eles levaram o 1º lugar na categoria “Queijo Tradicional”!
Como todo queijo bom, essa conquista tem história. Bora lá conhecer?
O Maná Paraná foi inspirado nos Gruyère suíços. Aquele desejo de entregar um queijo macio, adocicado, que lembra amêndoas, um queijo que, na primeira mordida, já diz: “isso aqui é coisa boa”.
Para isso, eles começaram lá dentro da porteira, selecionaram os melhores animais, cuidaram do leite como se fosse ouro branco, produziram seu próprio soro-fermento – o coração vivo que transforma leite em queijo. O líquido virou sólido, o queijo nasceu, e foi para a maturação, onde fica quietinho, mas, por dentro, é pura festa microbiana, preparando sabor, textura e aromas durante 6 a 7 meses de espera paciente.
Porque fazer um queijo desses requer amor, coragem e muito tempo.
A família Martins iniciou de forma tímida, mas com muito estudo, curiosidade, viagens, degustações e conversas com outros queijeiros. Foram conquistando medalhas em concursos estaduais, nacionais e internacionais.

Tudo começou por uma necessidade de renda, é verdade. Mas hoje, é puro amor pelo que se faz.
E quando você finalmente corta uma fatia do Maná Paraná, sente aquele perfume delicado, o toque de nozes e amêndoas no fundo, e a textura firme que derrete na boca…
Aí você entende: todo queijo tem história. E algumas histórias merecem ser saboreadas!!
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