Há algum tempo eu ouço muita gente reclamando dos joelhos. Tenho notado que, mesmo quem nunca praticou esporte, anda sofrendo com dores frequentes. E tudo isso tem um motivo simples. Os joelhos são muito exigidos ao longo de toda a vida. Os ortopedistas afirmam que numa caminhada eles suportam de duas a três vezes o peso corporal. Quando corremos a sobrecarga aumenta de oito a nove vezes. A cada salto, o peso no joelho é ampliado em até doze vezes. Não é de se surpreender que depois de um tempo eles comecem a incomodar.
Mas é possível fazer alguma coisa para ajudar a preservar nossos joelhos? Os médicos dizem que sim. A começar por uma alimentação balanceada. Segundo os especialistas, problemas inflamatórios no joelho, podem estar ligados a processos inflamatórios repetitivos que, são causados por uma dieta inadequada. Pessoas com sobrepeso têm mais chances de terem problemas, já que a sobrecarga de peso nos joelhos é maior. Sendo assim, controlar o peso também ajuda.
Outro “santo remédio” que os médicos indicam é a atividade física frequente. Caminhadas, musculação, ciclismo ou natação aumentam o tônus muscular e, por sua vez, melhoram as condições dos joelhos. Mas tem que ser uma atividade de baixo impacto, para que o tiro não saia pela culatra.
Para quem já passou dos 60, a osteoartrite (artrose) é a queixa mais frequente. Na fase inicial a doença pode ser controlada com o fortalecimento muscular e tratamento medicamentoso. Porém, os casos avançados só podem ser resolvidos cirurgicamente, com o implante da prótese total do joelho, uma medida radical que todo mundo quer evitar.
Quando se tem 40 ou 50 anos é difícil acreditar que a dor em uma articulação resulte em tanto problema. Mas tudo em nosso corpo está interligado de alguma forma. Daqui a alguns anos, pernas firmes e articulações sem dores crônicas vão contribuir para nossa autonomia. É disso que vai depender a nossa capacidade de andar e realizar atividades triviais, até ir ao banheiro. Além disso, segundo especialistas, as dores e limitações nos joelhos estão entre os principais fatores de perda de mobilidade de quem já passou dos 60, sem contar o aumento do risco de quedas.
Graças ao Ioga, estou com os joelhos em dia. Mas eu me lembro que logo que comecei a fazer a prática não conseguia ficar de cócoras por mais que 20 segundos. Além das pernas ficarem dormentes, o incômodo nos joelhos era grande. Aos poucos fui me acostumando, aumentando o tempo e hoje em dia posso ficar agachado por alguns minutos, pelo menos por enquanto.
Para quem acha que o Ioga é radical demais, tem o Pilates, muito indicado para fortalecer os músculos e que também ajuda a estabilizar os joelhos. Como o impacto da atividade é baixo, o risco de se machucar é mínimo. A orientação de um profissional também é importante para que qualquer prática dê os resultados necessários, sobretudo para quem tem o objetivo de chegar aos 60+ inteiro.
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