Do zero ao brinde: criando um bar do zero parte 2
Depois da empolgação de encontrar a casa perfeita, chega a etapa menos encantadora — mas totalmente decisiva — de qualquer novo empreendimento: a parte burocrática. Negociar o aluguel é o primeiro grande ritual, e aqui vai uma dica que aprendi na prática: nunca sente para conversar com o proprietário sem saber exatamente o que pretende construir. Ter o conceito do negócio claro e até um pré-projeto em mãos mostra seriedade e ajuda muito na negociação.
Mas, mesmo bem preparado, começar nunca é fácil. A maioria dos imóveis exige fiador, renda compatível, seguro-fiança… e no primeiro negócio, quase sempre você recorre a amigos ou parentes. Esse é o ponto mais delicado: misturar garantias financeiras com relações pessoais. Sonho nenhum vale perder vínculo. Pense bem antes de envolver alguém.
E antes de assinar qualquer contrato, tem outro assunto crucial rolando em paralelo: a viabilidade econômica.
Quantos clientes você precisa atender por dia? O espaço comporta isso? É um ponto com giro? Você estudou o mercado do seu produto? É algo novo ou já consolidado? E o mais importante: em quanto tempo você terá o payback? Regra de ouro: ele precisa acontecer em no máximo metade do prazo do contrato de aluguel.
Falando em números, outra referência importante: o valor do aluguel deve representar no máximo 10% do faturamento projetado. Eu, pessoalmente, trabalho com 5% pra não correr riscos. Passou disso? Eu pulo fora.
Enquanto tudo isso acontece, o contador consulta a prefeitura para confirmar se aquele imóvel realmente permite o funcionamento de café, bar, lanchonete ou restaurante. Essa checagem evita o pesadelo de descobrir, tarde demais, que o local não pode operar seu tipo de negócio.
É muita coisa antes mesmo de ligar o primeiro forno, mas é essa fundação que garante que o Floreria Café Bar nasça sólido.
E você, já calculou o seu sonho antes de colocá-lo de pé? Experimente e me conte.
Acompanhe o projeto Do zero ao brinde e como o Zé está criando um novo bar aqui no Comer e Curtir. Leia outras colunas do Seu Zé aqui.
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