A história de Claudemir Rossi com o queijo começou ainda na infância, quando observava a mãe preparar queijos caseiros apenas para o consumo da família. Aquilo parecia simples, mas marcou profundamente sua memória. Anos mais tarde, já formado no Colégio Agrícola em 1992, Claudemir seguiu o caminho da assistência técnica e se dedicou por mais de uma década ao desenvolvimento da atividade leiteira em pequenas propriedades da região Sudoeste do Paraná. Nesse período, acompanhou de perto famílias produtoras, levou cursos e, principalmente, descobriu o potencial transformador do leite — uma matéria-prima nobre, cheia de possibilidades.
Esse contato intenso com o campo despertou nele uma curiosidade crescente: como transformar o leite em algo além do copo, em produtos capazes de valorizar tanto o produtor quanto o território? Aos poucos, Claudemir percebeu que não bastava buscar produtividade e qualidade de leite, era preciso dar a ele um novo destino. Foi assim que nasceu o desejo de entrar de vez para a queijaria e transformar sua experiência com o leite em algo maior

A virada de chave veio quando, em uma conversa com produtores da Canastra, ele descobriu que o leite da ordenha da tarde, naturalmente mais rico em sólidos, tinha características ideais para a produção de queijos especiais. Unindo esse aprendizado ao manejo alimentar de sua propriedade — baseado em pasto, feno e ração, sem silagem —, Claudemir conseguiu produzir um leite mais suave e cremoso. Dessa base nasceu o queijo colonial cremoso, elaborado com leite cru do Sítio São Bento, em Chopinzinho, e enriquecido com o iogurte natural também produzido na propriedade.

Eu posso dizer que o resultado é um queijo único, delicado e ao mesmo tempo marcante. Sua textura macia e cremosa derrete na boca, revelando notas lácteas frescas, toques amanteigados e uma persistência saborosa que encanta quem prova. Mais do que uma receita, o colonial cremoso traduz a vida no campo, a dedicação e a busca incessante por transformar simplicidade em excelência sensorial. Vale muito a pena degustar o queijo do Sítio São Bento e passar neste lugar que é muito acolhedor! Pois Claudemir está sempre a disposição, para o café, uma boa conversa e um queijo que nunca mais você esquece!

Esse trabalho já rendeu reconhecimento. Em 2023, o queijo colonial cremoso do Sítio São Bento conquistou medalha de bronze no Prêmio Queijos do Paraná, depois recebeu a medalha de ouro no Concurso Queijos Brasil e, em seguida, foi selecionado entre os 11 melhores queijos do país, com o título de Super Ouro. Hoje, além de queijeiro, Claudemir é presidente da APROSUD e representa a força da produção artesanal do Sudoeste paranaense, mostrando que o leite é infinito em possibilidades — e que, quando transformado em queijo, também é infinito em prazer.

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