A Cata Terroirs nasceu de um sonho de três apaixonados por vinhos. Foi em torno dos barris e uvas que Luca Fumagalli, Eduardo Strechar e André Marchiori idealizaram uma vinícola sem vinhedos próprios, num modelo utilizado em diversos países, em que as uvas são selecionadas diretamente de parcelas de agricultores. E a partir daí, faz-se o vinho com a personalidade da marca.
Com apenas sete anos de existência, a Cata já conquistou muito. Está na carta de degustação de importantes restaurantes nacionais, como o D.O.M, de Alex Atala e o Ping Yang. Em Curitiba também tem destaque em espaços como os premiados Restaurante Igor, DUQ , Manu e K.sa.
Recentemente, a vinícola conquistou reconhecimento do crítico britânico Tim Atkin, um dos mais influentes do jornalismo mundial do vinho. Em seu Brazil 2026 Special Report, o Gran Cata Alvarinho 2022 foi eleito o melhor vinho branco do ano, atingindo 94 pontos. Também foram bem avaliados o Gran Cata Cabernet Sauvignon Malbec 2020 (94 pontos), o Chardonnay Barrica 2022 (93), o Merlot 2023 (93), o Sangiovese Cabernet Sauvignon 2022 (93), o Pinot Noir 2022 (92). O relatório aponta vinhos brasileiros com pontuações de até 95 pontos, patamar de excelência internacional. E, para completar, Eduardo Strechar foi eleito o Jovem Enólogo do Ano.

Saiba mais sobre essa marca em ascensão nesta entrevista com Luca e Eduardo, exclusiva para o Comer e Curtir.
Comer e Curtir: Como nasceu a Cata?
Luca: Pode-se dizer que a CataTerroirs é a assinatura do enólogo Eduardo Strechar e sintetiza a experiência adquirida em diferentes regiões, como Austrália, onde se formou em Viticultura e Enologia, além das vinícolas que trabalhou, no Chile, Itália e Brasil. O projeto nasceu em 2018 com a sinergia entre os sócios e a ideia de encontrar produtores e regiões que nos permitissem expressar a identidade de diferentes terroirs. A nossa primeira safra foi dedicada 100% a vinhedos de Santa Catarina.
Creio que podemos dizer que ter a liberdade de vivenciar a realidade de diferentes regiões, estabelecer relacionamento direto com os produtores e produzir lotes limitados de vinhos de alta gama, foram as grandes inspirações dos sócios.
Onde ficam os principais vinhedos selecionados pela marca?
Luca: Hoje temos no nosso portfólio vinhos produzidos em Videira, Santa Catarina, com uvas de vinhedos de Urubici (SC), Vacaria e Faria Lemos, no Rio Grande do Sul e Chilian Viejo, no Valle de Itata, sul do Chile.

Como foi entrar para o report de Tim Atkin? E como vocês acham que isso vai refletir no presente e no futuro da Cata?
Luca: Foi ótimo. O reconhecimento do Gran Cata Alvarinho como Melhor Vinho Branco do Brasil foi muito gratificante e agitou o mês. Aliás, obtivemos notas relevantes em todos os vinhos avaliados, o que demonstra consistência na linha toda. Pessoalmente, acho este o recado mais importante.
Tenho a impressão que o mercado atual, não só o de vinhos, está mais volátil e direcionado ao consumo de novidades. Este perfil é desafiador, pois te obriga a gerar um “fato novo” com maior frequência.
Na Cata, nós optamos por um crescimento orgânico, o que pode ser mais lento, pois acreditamos ter mais consistência e identificação com as pessoas que fazem parte da empresa. Dito isso, o report do MW Tim Atkin sem dúvida fez os estoques baixarem no curto prazo e colocaram a Cata numa vitrine temporária muito interessante. A médio prazo imagino que teremos mais atratividade para exportação, argumentos convincentes de venda e, junto a outros produtores brasileiros que também se destacaram, mostrar que hoje o Brasil é relevante na qualidade dos vinhos que produz e merece espaço e respeito.
Que outras menções/premiações a Cata já obteve e com quais vinhos?
Luca: Também classificamos dois vinhos no report dos Master of Wine Susie and Peter Richards, que fazem anualmente uma lista dos 100 melhores vinhos do Chile: Gran Cata Chardonnay 2022, 93 pontos e Gran Cata Syrah 2022, 94 pontos. São vinhos que ainda não estão disponíveis, mas logo chegarão ao Brasil.

Esta é especial para o Eduardo: como impacta na sua carreira ser reconhecido por Tim Atkin como enólogo do ano?
Eduardo: Tem sido uma longa caminhada até aqui e naturalmente receber este reconhecimento me deixa muito feliz. Acredito que o ponto mais importante deste prêmio seja validar nossa filosofia rigorosa na seleção de terroirs e o foco inegociável da Cata no cuidado e qualidade em todas as etapas do processo. E claro, serve de combustível para continuar trilhando esse caminho com convicção.
Que novidades a Cata prepara para o mercado no futuro a curto, médio e longo prazos?
Luca: Acredito que em relação as novidades temos a nova safra vindo do Chile com vinhos que foram muito bem aceitos no Brasil, como o Sauvignon Blanc e o Chardonnay da linha Inox, além do incremento de portfólio com vinhos inéditos e premiados, como o Gran Cata Chardonnay 2022 e o Gran Cata Syrah 2022.
Eduardo: Uma novidade que nos empolga a médio prazo e tem tudo a ver como nosso DNA de “catar” terroirs é a nossa primeira safra na Itália. Logo teremos os primeiros rótulos da Cata Terroirs feitos na Toscana chegando no Brasil.

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