Há alguns anos, especialmente observando o que vinha acontecendo nos Estados Unidos e em grandes capitais da Europa, uma tendência começou a se desenhar de forma muito clara: o surgimento de espaços híbridos, capazes de acompanhar o ritmo das pessoas ao longo de todo o dia. Não apenas cafeterias, não apenas bares — mas um novo território entre os dois mundos. O chamado café bar.
Essa semana, essa leitura ganhou ainda mais força quando o tema apareceu em São Paulo, em matérias recentes da Revista Paladar e também no blog do Estadão, no Balcão do Giba, coluna que acompanha de perto os movimentos mais interessantes da gastronomia contemporânea. O recado é claro: São Paulo já entendeu que o café bar não é moda passageira — é comportamento.
Mas afinal, o que é um café bar?
É, antes de tudo, um lugar onde você resolve a sua vida. Um espaço pensado para atender, no mesmo endereço, demandas que antes estavam espalhadas pela cidade: o café da manhã bem feito, o almoço descomplicado, o encontro da tarde, o happy hour e até a noite com drinks e música. Tudo isso com identidade, coerência e qualidade.
O universo do café é a base desse conceito. Grãos selecionados, métodos de extração variados, cafés quentes, gelados, técnicas diferentes, perfis sensoriais — uma verdadeira celebração do café especial. A isso se soma o mundo da panificação e da confeitaria, com pães de fermentação natural, croissants bem executados e receitas que valorizam bons insumos e tempo de preparo.
Esse cardápio ganha ainda mais força quando se estrutura para durar o dia inteiro. Entra em cena o brunch, conceito que nasceu da união entre breakfast e lunch, e que hoje representa muito mais do que uma refeição: é um estilo de vida. Pratos versáteis, servidos em horários ampliados, que funcionam tanto para quem acordou tarde quanto para quem quer uma refeição completa fora do padrão tradicional.
E, conforme o dia avança, o ambiente também se transforma.
No café bar, a atmosfera do bar começa a aparecer aos poucos. A música sobe um pouco, a luz muda, o clima fica mais descontraído. A partir do fim da tarde, entram as promoções de happy hour, o foco nas bebidas alcoólicas e uma carta de drinks autorais — geralmente extensa, criativa e com identidade própria. No Floreria são mais de 20 opções pensadas para dialogar com o conceito da casa, sem abrir mão dos grandes clássicos da coquetelaria.
À noite, o café bar revela mais uma de suas camadas: vira palco para encontros, aniversários, pequenas celebrações e música ao vivo. É um espaço vivo, mutável, que acompanha o humor da cidade e das pessoas.
É exatamente nesse contexto que essa tendência chega a Curitiba na forma do Floreria Café Bar. Um projeto que nasce já entendendo esse movimento global e traduzindo ele para a realidade local. Mais do que um novo endereço, o Floreria se posiciona como referência desse conceito na cidade — e, muito provavelmente, como o precursor de uma nova geração de espaços híbridos que devem surgir daqui para frente.
Curitiba já viveu movimentos parecidos antes. O Bar do Açougueiro, por exemplo, marcou época ao transformar a parrilla e as carnes em experiência de bar, e não de churrascaria tradicional. O café bar segue a mesma lógica: ele quebra categorias, mistura universos e cria algo novo a partir disso.
Faz parte do meu DNA observar para onde o vento começa a soprar. Entender tendências, acreditar nelas antes de virarem consenso e colocá-las em prática com coragem. O café bar não é apenas um formato — é um reflexo de como vivemos hoje. E quando um conceito nasce alinhado com o seu tempo, ele não só funciona: ele marca época.
Veja como foi o projeto do café bar Floreria e como o Zé criou do zero um novo bar aqui no Comer e Curtir. Leia outras colunas do Seu Zé aqui.
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