Baseado no best-seller de Ruth Ware, o longa mistura luxo e paranoia em alto-mar
Entre os filmes mais assistidos da Netflix, o suspense A Mulher na Cabine 10 me chamou a atenção mais pelo gênero do que pelo título, afinal, não conhecia o livro. Mesmo soando como mais um suspense genérico, o filme prometia aquele tipo de tensão psicológica que tanto me atrai, então, resolvi dar uma chance.
A trama começa com uma jornalista (Keira Knightley) que vê sua rotina mudar ao aceitar cobrir um evento incomum: um mini cruzeiro de luxo exclusivo para um seleto grupo da alta sociedade. É aquele tipo de festa estranha com gente esquisita, sabe?!
Na ocasião, um dos anfitriões é a esposa de um empresário, que enfrenta um câncer avançado, tornando-se cada dia mais frágil e visivelmente debilitada. Com isso, todo o evento gira em torno da sua decisão de destinar toda a fortuna à sua fundação beneficente, um ato de extrema generosidade.
A partir daí, a história começa a se desenrolar… (e isso, aliás, o trailer já entrega um pouco). Então, em vez de resumir a trama, quero te contar por que vale a pena dar o play.
Mesmo sendo uma história relativamente simples, sem grandes camadas emocionais ou reviravoltas mirabolantes, o filme consegue ser intrigante pela forma como é conduzido. A direção e o ritmo mantêm a tensão do começo ao fim.
Se você gosta de observar detalhes e montar o quebra-cabeça junto com a protagonista, vai se envolver completamente. O filme brinca com as possibilidades, fazendo o espectador se questionar o tempo todo sobre o que realmente está acontecendo.
Particularmente, acho a Keira Knightley incrível. Ela tem um jeito muito particular de construir seus personagens, sempre com nuances sutis, o que faz gerar uma identificação com a experiência proposta no longa. Além dela, todo o elenco como um todo é consistente e cria uma atmosfera envolvente, que faz o espectador mergulhar na tensão do navio.
Uma das coisas que me faz apreciar esse estilo de filme é a forma como a partir de uma história simples, é possível cogitar vários finais imprevisíveis ou, também, aqueles plot twists (reviravolta chocante) que nos deixam incrédulos sobre como pensaram naquilo.
Mas, sobre este, em questão, final é coerente, fecha todas as pontas e deixa aquela sensação boa de ter assistido a algo bem feito. Ponto para a Netflix!
Resumindo, A Mulher na Cabine 10 é bem amarrado, instigante e perfeito pra quem ama suspense psicológico. Vale a pena o play.
Avaliação:⭐⭐⭐⭐






