Olá! Bem-vindos à minha coluna! Adoro falar de comida de um jeito leve e prático. Hoje, vamos bater um papo sobre o glúten, que vira e mexe é visto como vilão.
A doença celíaca é uma condição autoimune. Ela acontece quando o corpo reage mal ao glúten, uma proteína em trigo, cevada, centeio e aveia contaminada. Isso machuca o intestino e atrapalha a absorção de nutrientes. Pode causar anemia, ossos fracos e, raramente, câncer.
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas têm essa doença. Mas muitos casos não são diagnosticados, o que piora os problemas. Dados recentes de 2024 mostram que ela é mais comum do que se pensa. Cuidado: só um médico pode diagnosticar a doença celíaca. E, se precisar mudar a dieta, uma nutricionista deve guiar você para evitar erros.
Muita gente confunde doença celíaca com outras coisas.
Vamos esclarecer as diferenças:
Doença Celíaca:
Autoimune. O glúten ataca o intestino. Tratamento: cortar glúten para sempre.
Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca:
Sintomas como dor de barriga, inchaço e cansaço. Sem dano no intestino. Cortar glúten ajuda nos sintomas.
Alergia ao Trigo:
Reação rápida, como coceira ou inchaço. Evite trigo, mas glúten de outros grãos pode ser ok.
Para entender melhor, conversei com Fabrício Kupczik, educador físico que tem doença celíaca. Ele compartilhou sua história.
1. Primeiro mito:
“Doença celíaca, sensibilidade e alergia são a mesma coisa.” Não são! Como eu disse acima, cada uma tem causas e tratamentos diferentes. Fabrício contou: “Meus sintomas eram diarreia após comidas e uma pele irritada chamada dermatite herpetiforme. Demorou anos para diagnosticar, em 2014. Tive que trocar toda a cozinha para evitar traços de glúten.”
1. Segundo mito:
“Dieta sem glúten emagrece todo mundo.” Nem sempre! Estudos mostram que a perda de peso vem de cortar comidas processadas cheias de açúcar e gordura, não do glúten em si. Produtos sem glúten podem ter mais calorias para ficar gostosos. Uma revisão de 2018 no “Gastroenterology” confirma: para quem não tem problemas com glúten, não há prova de emagrecimento real. Fabrício avisa: “O desafio é o preço alto dos produtos. Busque restaurantes com selo de segurança, como da ACELPAR no Paraná.”
3.Terceiro mito:
“Sem glúten dá mais energia e menos inchaço para todos.” Não é bem assim. A melhora vem de comer mais frutas e veggies, não de tirar o glúten. Para quem não precisa, pode faltar nutrientes como fibras e vitaminas B. Isso bagunça o intestino.
Para celíacos, sim, a dieta sem glúten é essencial. Ela cura o intestino, alivia sintomas e corta riscos. Fabrício diz: “O prazer de comer não mudou. Minha esposa faz pratos incríveis, e sem glúten não incha como antes.”
Mas olha o lado bom: a doença celíaca abre portas para comidas naturais sem glúten, como a tapioca. Feita de mandioca, raiz brasileira, ela é leve, versátil e perfeita para quem evita glúten. É uma opção saudável que transforma restrições em sabores novos.
E o final surpreendente? A vida sem glúten não é chata – ela revela delícias como a tapioca, que vira café da manhã ou lanche rápido. Experimente e veja como pode ser fácil e gostoso!
Receita de Tapioca: uma opção sem glúten e cheia de charme brasileiro
No tema da doença celíaca, a tapioca brilha como alternativa natural. Sem glúten por natureza, ela ajuda celíacos a curtir comidas leves e nutritivas. Vamos à receita simples?

O que você precisa:
- Goma de tapioca hidratada: Ache no supermercado, parece areia molhada.
- Sal: A gosto.
Como fazer:
- Aqueça a frigideira antiaderente em fogo médio. Sem óleo!
- Peneire a goma no fundo da frigideira fria, formando uma camada fina como panqueca.
- Ligue o fogo e espere a massa grudar. As bordas soltam sozinhas.
- Vire com espátula quando firme.
- Recheie com queijo, ovo, frango, coco ou banana. Dobre ao meio.
- Sirva quente!
Versátil para doce ou salgado, a tapioca é prática e saudável. Ideal para quem segue dieta sem glúten. Bom apetite!
Imagens: Freepik
Referências:
CATASSI, C.; et al. Coeliac disease: a comprehensive review of clinical features, diagnosis, and management. Gastroenterology, v. 154, n. 4, p. 1006-1022, 2018.
EM SAÚDE. Doença celíaca: prevalência no Brasil e desafios no diagnóstico. São Paulo, 2024. Disponível em: https://emsaude.com.br. Acesso em: 17 ago. 2025.
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