Como comer um queijo do jeito certo: dicas para aproveitar todo sabor!

Comer um queijo começa muito antes da primeira mordida. Começa no olhar. Na escolha. No instante em que ele te chama no supermercado, numa loja especializada, numa feira… É amor à primeira vista.

Você não sabe explicar, mas ele te apetece. Ele te atrai. Ele tem alguma coisa — cor, forma, textura — que desperta algo lá dentro. A partir daí, os sentidos despertam e começam a fazer sentido.

Quando você leva esse queijo escolhido para casa, para uma festa, para um encontro… ele ganha um valor especial. Ele foi escolhido. E quando algo é escolhido com atenção, todos os sentidos participam.

Foto: Luciana Matsuguma

Primeiro, o olhar.

A casca, o mofo, a textura, a forma redonda ou quadrada, as rugas, o brilho, a cor — tudo isso conecta com alguma lembrança, uma história sua. A estética do queijo fala.

Depois, o tato.

Ao pegar, ao cortar, você sente se ele exige força ou delicadeza. A faca entra macia ou resiste? Esse primeiro toque já diz muito sobre o que vem.

Em seguida, o olfato.

Sinta. Sinta de verdade. Inspire profundamente. O aroma do queijo carrega o pasto, a silagem, o grão, a chuva ou a seca. Carrega o leite da vaca, da cabra, da ovelha, da búfala. Carrega o dia a dia de quem o produziu. Sinta uma vez. Sinta de novo. Nem sempre o primeiro cheiro revela tudo. É no segundo, no terceiro, que a história se abre.

 

Foto: Holorico Soares Costa

 

Agora, o paladar.

Aqui começa a brincadeira. Às vezes, o sabor confirma o aroma. Outras vezes, surpreende: doce no cheiro, ácido na boca. Cremoso ao toque, granuloso ao mastigar. Uma explosão inesperada. Isso te leva a memórias. Talvez antigas. Talvez inventadas na hora. Mas são suas. E fazem sentido porque você está presente.

Por fim, a textura e a persistência.

Mastigue. Devagar. Perceba o corpo, a resistência, acremosidade, a cristalização, o sal, o leite, o tempo. Engula. Sinta o rastro que ele deixa. Um bom queijo não acaba quando termina. Ele permanece.

E é assim que se come um queijo:

Com olhos, mãos, nariz, boca e alma.

Com tempo. Com presença.

Degustar um queijo é acessar os próprios sentidos.

E tudo que você precisa é estar aqui — agora!

 

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Luciana Shizue Matsuguma é profissional no setor rural e apaixonada pelo mundo dos queijos. Integrante da Comissão organizadora do Prêmio Queijos do Paraná e membro da Guilde Fromage.

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

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