“Uma Segunda Chance” (2026) vale a pena?

Hoje é dia de estreias no cinema e entre os filmes está “Uma Segunda Chance”, um romance que eu sei que muita gente vai assistir já esperando tudo: o drama, o romance, os conflitos que parecem impossíveis e, no fundo, aquela esperança meio teimosa de que as coisas podem dar certo. E sim, o filme entrega exatamente isso. Mas, sinceramente? Funciona.

Da mesma autora de “É assim que acaba”, o longa tem algo de muito honesto em não tentar fingir que é outra coisa. Aqui, a história é direta, emocional e, em vários momentos, até previsível. Só que previsível não significa vazio. Pelo contrário, é aquele tipo de narrativa que a gente reconhece porque, de alguma forma, já sentiu algo parecido ou se sente tocado.

A jornada da Kenna, interpretada por Maika Monroe, tem um peso real. Não é só sobre recomeçar, é sobre carregar as consequências de quem você foi. E mesmo quando o roteiro escolhe caminhos mais “seguros”, ainda existe uma verdade ali que prende. Particularmente, depois de um certo tempo, os filmes de romance deixaram de me prender, justamente pelo estilo mais clichê ou sempre terem histórias adolescentes ou parecidas. Mas esse não. Quebrou a bolha.

Uma Segunda Chance entrou quase como um respiro no meio de tudo isso. Pode até parecer fácil em alguns momentos, mas também é o que dá fôlego pra história continuar. Nem tudo precisa ser complicado o tempo inteiro, e o filme entende bem isso. Você se envolve com tudo que acontece. Dá razão à um personagem, depois para a outra e se vê numa famosa “sinuca de bico” entre razão e emoção.

Como sempre observamos, a montagem do filme te leva para uma ordem cronológica que prende a atenção. E, vou falar… Me arrancou umas lágrimas bem dolorosas (risos). Tem cenas lindíssimas e aí a fotografia entra pelo olhar de Tim Ives, já acostumado com o gênero. Mas a cereja do bolo, além das cores, é a trilha sonora. Um detalhe, inclusive, é a playlist (feita por uma fã) que aparece no filme e você pode ouvir clicando aqui.

E, talvez, o mais interessante seja justamente esse equilíbrio: ele não reinventa o gênero, não tenta ser revolucionário, mas sabe exatamente o que está fazendo. É bonito, é sensível e, acima de tudo, é envolvente. Daqueles que você assiste sem esforço e, quando percebe, já está emocionalmente investido.

No fim, Uma Segunda Chance é muito bom no que se propõe. Mesmo sendo, sim, meio óbvio, como quase todo romance. Mas tem dias que é exatamente isso que a gente quer assistir. E quando é bem feito, já é mais do que suficiente. Então, sim, VALE! Tanto o filme quanto a pipoca (e uma mãozinha dada com a sua, cá entre nós).

Bora pro cinema?

Avaliação: ⭐⭐⭐⭐⭐


Vem ver o trailer e sinta (talvez) o que esperar:


Leia mais sobre filmes na coluna Entre Cenas aqui.

ENTRE
CENAS

Heloísa Ribas é jornalista e pós-graduada em Audiovisual. Apaixonada por cinema desde muito cedo, começou a estudar de forma mais aprofundada aos 16 anos, quando fez seu primeiro curso de áudio para cinema. Em sua coluna Entre Cenas, analisa tudo que faz o cinema nos transportar para dentro da sala. Com olhar crítico e sensível, convida o leitor a descobrir o cinema de um jeito novo a cada texto.

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

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