60+ precisam se cuidar no verão

Não está fácil enfrentar essa onda de calor que assola o país. Para quem, como eu, tem pressão baixa a dificuldade é ainda maior. Sonolência e indisposição passaram a fazer parte do dia a dia quando os termômetros chegaram aos 30 graus.

Sempre ouvi dizer que na Europa o verão é mais problemático que o inverno. A razão é simples, as moradias são preparadas para dias frios, mas não para altas temperaturas. Além disso, o número  de idosos que moram sozinhos é grande. Muitas vezes os mais velhos se expõem ao sol ou se esquecem de se hidratar. Por isso, em alguns países são feitas campanhas para que os mais velhos se protejam do sol e não deixem de tomar água.

Por aqui, o sol inclemente exige cuidado. O uso de filtro solar é básico para evitar queimaduras e o aparecimento de câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o país deve fechar 2025 com o registro de 220 mil casos da doença. O câncer de pele já responde por 33% dos casos de câncer no país, de acordo com o Instituto. Cuidar da pele não é um luxo e sim uma questão de saúde.

Felizmente hoje vemos que o entendimento a respeito dos efeitos nocivos da exposição excessiva ao sol já foi assimilada. No entanto, é curioso perceber que o hábito de tomar água é coisa dos últimos 50 anos, ou menos. Conheço várias pessoas mais velhas que se vangloriam de tomar pouca água. Minha mãe, por exemplo,  só tomava água de tanto enchermos a paciência dela.

Antigamente não se relacionava a hidratação à manutenção da saúde da pessoa. Hoje já se sabe que a ingestão de  água  previne  quadros de infecção urinária, ajuda na digestão e no transporte de nutrientes, além de evitar o ressecamento da pele.

Os médicos dizem que existem alguns sinais indicadores da desidratação: redução do volume urinário; escurecimento da urina; olhos, boca e pele secas; dor de cabeça e tontura. O que piora a situação é que as pessoas mais velhas têm menos sensação de sede, o que aumenta o risco de desidratação. Outra condição que prejudica os idosos é o uso de medicamentos que podem diminuir o estímulo à ingestão de líquidos.

Entre as dicas para evitar a desidratação está a de  tomar água com frequência, pode ser até em pequena quantidade. Só não se esperar ter sede para se hidratar. Manter  uma garrafinha com água fresca por perto, ajuda bastante. Sucos, chás,água de coco  e vitaminas podem ser incluídos na rotina. Só é preciso tomar cuidado com a quantia de açúcar dessas bebidas.

Existem outros aliados para evitar a desidratação, os alimentos ricos em água como verduras, legumes e frutas. Para quem tem incontinência urinária a prioridade é consumir líquidos durante o dia, para evitar ter que levantar à noite para ir ao banheiro.

Como regra geral os médicos recomendam a ingestão diária de 35 ml de água por quilo. Assim,  uma pessoa que pesa 70 kg precisa beber cerca de 2,4 litros de água diariamente. Esse volume pode variar de acordo com a temperatura, alimentação ou nível de atividade física. A regra é clara: a urina, idealmente, deve apresentar a cor amarelo-claro. Se estiver  mais escura, está faltando água.  Agora dá licença, mas vou tomar uma água. Até o ano que vem com mais reflexões para um bom envelhecimento.

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Roberto Junior Monteiro, 63 anos, é jornalista e atua em jornalismo rural. Seus interesses passeiam por áreas diversas: Botânica, Cinema, Yoga, Meditação, Música, Desenho e Línguas. Ultimamente tem se dedicado a refletir sobre os desafios do envelhecimento.E-mail: rjrmonteiro@hotmail.com

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

 

 

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