A trama que funciona diante do terreno instável em que pisamos nos últimos tempos
O Sobrevivente é daqueles filmes que entregam exatamente o que o trailer promete. Não tem enrolação, não tenta ser mais profundo do que precisa e, sinceramente, agradeço. Para quem gosta de ação, daqueles que grudam a gente na cadeira do começo ao fim, é um prato cheio.
O remake, dirigido por Edgar Wright, conhecido por ser inventivo e pelo ritmo acelerado de seus filmes, respeita bem a essência da primeira versão, lançada em 1987. Na época, o protagonista era ninguém menos que Arnold Schwarzenegger, interpretando Ben Richards. Na nova trama, acompanhamos Glenn Powell, como protagonista, que acaba inserido em um jogo brutal e televisivo, onde cada decisão pode significar sobrevivência ou morte. É aquele tipo de premissa que a gente já viu ganhar o mundo, mas que, quando bem executada, continua funcionando. E aqui funciona.
O filme O Sobrevivente coloca em cena um sistema que controla tudo, uma mídia que distorce o que mostra e pessoas tentando sobreviver em um ambiente que parece ter esquecido qualquer traço de humanidade. A narrativa não precisa forçar para refletir tensões sociais e políticas que seguem vivas hoje. Elas simplesmente aparecem, quase como um espelho incômodo do mundo lá fora.
Ao longo da trama, foi impossível não lembrar de Round 6 e de outras produções que exploram esse universo gamificado, onde o ser humano vira peça e aposta de um espetáculo cruel. Não li o livro de Stephen King que inspirou tudo isso, então não posso dizer o quanto o roteiro é fiel, mas o tom “kinguiano” está ali, principalmente na forma como a história provoca aquilo que a gente tenta esconder no dia a dia, mas que explode quando colocada à prova: a coragem. Sabe como?
O Sobrevivente é direto, intenso e sem medo de ser grandioso no que se propõe. E, nesse quesito, vale cada minuto do play.
Mas, e você, se colocaria nesse jogo de sobrevivência?
O Sobrevivente estreia dia 20 de novembro nos cinemas. Veja o trailer.
Avaliação:⭐⭐⭐⭐






