Conheça a história do queijo Ovelha Negra!
A Fazenda Edelweiss nasceu em meio à pandemia. Foi um período em que o mundo parou — e de certa forma, Regina Miranda e Fausto Miranda Jr também. Com o tempo mais livre e a cabeça cheia de ideias, começaram a conversar sobre um antigo sonho: viver mais próximos da terra. Tanto Regina e Fausto foram criados com essa ligação ao meio rural. Os pais dela sempre tiveram terras, os dele também, mas a vida os levou para outras profissões, sem relação direta com o campo.

A pandemia, no entanto, transformou o sonho em realidade. Em menos de uma semana, mudaram completamente de vida. A ideia inicial nunca foi criar animais para abate, mas produzir algo mais especial. Pensaram nas ovelhas para a produção de leite — uma ideia que, à primeira vista, soava romântica. Porém, logo perceberam que produzir leite e queijos de ovelha está longe de ser algo simples ou romântico.
O início foi tudo de forma bem caseira: testando receitas na cozinha da casa. Depois, foram para um espaço um pouco maior e adquirindo alguns equipamentos. No início, muitos queijos não deram certo, o destino: foi servir de alimento para as galinhas. Mas, com o passar das semanas e dos meses, os erros levaram ao aprendizado. E assim foram evoluindo para um processo de queijos profissionais.

Hoje, trabalham juntos e construíram um pequeno laticínio com câmaras frias, uma queijaria e toda a estrutura necessária para uma produção profissional, ainda que em pequena escala. A produção gira em torno de 45 a 50 litros de leite por dia — um volume artesanal, feito com muito cuidado e atenção aos detalhes.
Produzem alguns queijos frescos, como feta, halloumi e boursin. Já os queijos maturados são a grande paixão e responsabilidade de Regina. Entre eles estão o La Pecora, inspirado no pecorino toscano; o Purunã, que traz elementos do “cheddar”; o Escarpa, um queijo de sabor suave e amanteigado; e o Ovelha Negra, com referências ao “manchego”. Todos os nomes homenageiam a nossa região, São Luiz do Purunã.
O Ovelha Negra tem uma história especial. Ele surgiu por acaso. Fausto produzindo regularmente, ainda sem nome e sem grandes pretensões. Um dia, estudando o processo de “cheddarização”, resolveu modificar um pouco e trouxe esse método de produção para esse queijo comum. O resultado foi surpreendente: após a maturação, ele se transformou em algo completamente novo. Assim nasceu o Ovelha Negra — um queijo que expressa bem o espírito dessa trajetória: o inesperado que dá certo!
Ele tem versões com maturação de 2, 6 e 10 meses, cada uma com características únicas e evolução marcante. O nome veio tanto da surpresa de sua criação quanto da película preta usada na cobertura: por fora, a casca é negra; por dentro, o queijo é branco quando jovem e adquire tons palha com o tempo.

A experiência de degustar o Ovelha Negra é algo singular — eu Luciana posso traduzir bem essa sensação:
“O queijo de ovelha maturado tem sabor de madeira molhada no final de uma tarde de chuva, que lembra algo muito adocicado e intenso, com muita presença! É rico em felicidade: as famosas tirosinas. Tem um sabor leve, amanteigado, que não se espalha — distribui-se na medida certa pela boca. Traz um toque intenso de várias ervas e temperos, com o sal na medida exata: suficiente para sentir, sem cansar o paladar.
Um queijo de ovelha divino, que foi muito bem cuidado na sua criação, elaboração e maturação. Vale cada mordida dessa experiência!”
Você leitor que fico curioso experenciar esse queijo e os outros, segue a página dessa queijaria: @fazendaedelweiss
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