Envelhecimento: desafios estimulam o cérebro

Em qualquer conversa sobre envelhecimento, um dos assuntos mais frequentes é o medo da perda das faculdades mentais, a tal demência que acomete os idosos. Ninguém deseja esquecer quem foi ou não reconhecer as pessoas que fazem parte da sua história.  Os especialistas sempre recomendam que a pessoa se interesse pelo mundo a sua volta e mantenha seu cérebro ativo para evitar problemas. Nem sempre é fácil encarar um novo aprendizado. Mas há alguns pequenos gestos que podem nos ajudar. E isso não requer prática, nem conhecimento.

Para quem não tem disciplina ou não sabe por onde começar, hoje existem empresas que se dedicam a desenvolver atividades voltadas ao público sênior. Pode ser um jogo ou exercícios de raciocínio lógico. Atividades individuais ou em grupo.

Uma vez li uma entrevista de um professor que dizia que era importante sempre procurar novos desafios, ainda que sejam pequenos. Ele recomendava que, de vez em quando, todo cidadão deve ler a respeito de um tema fora dos seus domínios de conhecimento. Assim, com novas exigências, o cérebro ativa outras áreas. Filosofia, física quântica, botânica, linguística. Não importa o assunto. Só é preciso manter estimular a curiosidade.

O aprendizado de idiomas é outra atividade que ajuda bastante. Conheço escolas de inglês que têm cursos voltados para pessoas “maduras”. O benefício vai além do domínio de um novo idioma. Passa pelo conhecimento de outra cultura e uma forma diferente de elaborar o pensamento. Sem contar, a interação social que faz muita diferença na vida de qualquer um.

Os hobbies também são importantes porque mexem com nossa cabeça. Eu tenho um hobby (ilustração botânica) que é um desafio constante. Comecei a desenhar tarde, não sou um artista nato. Então, o exercício é mais racional que criativo. Falta-me, às vezes, alguma sensibilidade para enxergar o óbvio. Porém, eu insisto. E continuo desenhando e errando. Em alguns momentos penso em desistir. Mas com a orientação de quem entende do assunto, aos poucos, contorno as dificuldades. Às vezes a auto estima fica abalada, mas é parte do aprendizado.

Desafios do envelhecimento

Uma dificuldade recorrente de quem já passou dos 60 é lidar com as novidades tecnológicas.  A internet, redes sociais e aplicativos hoje fazem parte do cotidiano de todo mundo. Em vez de lamentar a substituição da vida real pela virtual, o jeito é tirar algum proveito dessa onda.

Para vencer esse desafio, a dica é buscar orientação de quem conheça o assunto e que tenha paciência para ensinar. Se for necessário, anote cada passo, cada comando, para usar as redes, ou aplicativos. Uma hora, de tanto repetir os comandos, você deixa de precisar dessas anotações e incorpora o novo hábito. E a internet deixará de ser um bicho-papão e será uma aliada para você ampliar seus conhecimentos e suas relações.

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Roberto Junior Monteiro, 63 anos, é jornalista e atua em jornalismo rural. Seus interesses passeiam por áreas diversas: Botânica, Cinema, Yoga, Meditação, Música, Desenho e Línguas. Ultimamente tem se dedicado a refletir sobre os desafios do envelhecimento.E-mail: rjrmonteiro@hotmail.com

* Todo o teor textual e de imagens publicados nesta coluna são responsabilidade deste colunista.

 

 

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